Alexssandro Pinto Sodré, mais conhecido como Alex Sodré, é uma faixa preta brasileira formada por Rodrigo Feijão, um dos principais competidores do peso pena de sua geração. Natural de Manaus, capital do Amazonas, nasceu em 9 de setembro de 1996 e descobriu o jiu-jitsu aos 12 anos, quando cruzou com Othon Servalho pintando a fachada de uma academia recém-aberta perto de casa. Foi Servalho quem o introduziu ao esporte e lhe ofereceu o primeiro kimono, já que a família não tinha condições de comprar. Após anos de evolução em Manaus, Sodré buscou o apoio do mestre Laércio Fernandes para se transferir a Maringá, no Paraná, onde ingressou no programa de bolsistas de Rodrigo Feijão. A faixa preta lhe foi conferida em maio de 2018, às vésperas do Mundial IBJJF, em uma cerimônia surpresa promovida pelo próprio Feijão. Sua linhagem passa por Carlos Gracie, Helio Gracie, Carlson Gracie, André Pederneiras e Rodrigo Feijão.
Na faixa preta, Sodré consolidou-se como um dos lutadores mais perigosos da categoria pluma no cenário IBJJF. Em 2019 conquistou o Mundial Sem Kimono da IBJJF e o Campeonato Brasileiro Sem Kimono, além de acumular vitórias importantes nos circuitos AJP e CBJJ. Em 2020, sagrou-se campeão do Campeonato Sul-Americano CBJJ. O auge no gi chegou em 2022, quando conquistou o Pan-Americano IBJJF na categoria pena, título que ficou em aberto em sua vitrine de resultados importantes. Antes da faixa preta, Sodré já havia chamado atenção ao vencer o Mundial IBJJF de 2017 na faixa marrom, além de títulos no Campeonato Sul-Americano ACBJJ e no Abu Dhabi Grand Slam de Londres e Los Angeles. Seu estilo é marcado por finalizações via chave de braço, incluindo variações da posição 50/50, com registro extenso de vitórias por armbar ao longo da carreira. Também é irmão mais velho do grappler Diego Sodré.
Representando o Clube Feijão de Jiu-Jitsu, equipe fundada por seu instrutor Rodrigo Feijão em Maringá, Sodré mantém-se ativo no circuito internacional com participações regulares nos principais campeonatos IBJJF. Em 2024 chegou à semifinal do Mundial IBJJF e à final do Europeu e do Brasileiro, reafirmando sua consistência entre os melhores da categoria. Com 23 ouros, 12 pratas e 11 bronzes registrados ao longo da carreira em todas as faixas, segue como um dos atletas mais produtivos formados pela escola de Maringá.
