André Galvão nasceu em 7 de novembro de 1982, em São Paulo. Faixa preta de Luiz Carlos "Carlão" Santos pela Brasa, depois associado à Terere e finalmente fundador da Atos Jiu-Jitsu em 2007, é uma das figuras mais influentes do BJJ moderno. Disputou no peso médio-pesado durante toda a carreira de gi e nas categorias até 88kg e 99kg no ADCC, com presença constante nas finais entre 2005 e 2022.
No Mundial da IBJJF venceu o ouro faixa preta em 2005, 2008, 2014, 2016 e 2017, mais bronze no Absoluto em 2013, em uma carreira marcada por consistência no alto nível. No Pan da IBJJF acumulou múltiplos títulos na década de 2010. No ADCC chegou ao topo: campeão da Superluta em 2013, 2015, 2017 e 2019, quatro defesas consecutivas do cinturão que só foram interrompidas pela derrota para Gordon Ryan em 2022, num passe de bastão geracional decidido por heel hook. Antes disso conquistou ouro no -99kg em 2011 e medalhas em outras edições. Seu jogo aliava passagem agressiva pela meia-guarda, raspagens da guarda elástica e ataques constantes de finalização, com costas e mata-leão como assinatura.
Hoje comanda a Atos Jiu-Jitsu, sediada em San Diego, com filiais no mundo todo e geração de campeões mundiais quase ininterrupta, incluindo nomes como Lucas Hulk, Kaynan Duarte, Tarsis Humphreys e Bia Mesquita. Anunciou aposentadoria da Superluta após 2022 mas segue como treinador-chefe e estrategista dos atletas Atos no circuito IBJJF e ADCC. É a ponte entre a geração competitiva dos anos 2000 e o BJJ contemporâneo de academia tecnológica.
